Quem tem hipotireoidismo pode engravidar?


Essa é uma das dúvidas que vem chegado com frequência no consultório. O assunto divide opiniões, e será esclarecido no artigo de hoje. Confira!


Em forma de borboleta, a tireoide é uma das maiores e mais importantes glândulas do corpo humano, responsável pela produção dos hormônios tri-iodotironina (T3) e tiroxina (T4), além de regular o eixo hipotálamo-hipófise, que também atua na produção dos hormônios relacionados à fertilidade.


Quando ocorre um desequilíbrio, ela passa a produzir hormônios em excesso (Hipertireoidismo) ou produzir uma quantidade insuficiente (Hipotireoidismo). No caso do hipotireoidismo descompensado, a dificuldade em engravidar está na falta do hormônio T4, onde a liberação do óvulo maduro pode não ocorrer, ou ocorre de maneira irregular.


Entre os sintomas clássicos, pode-se citar o aumento do volume da tireoide (bócio), cansaço excessivo, queda de cabelo, pele seca, ganho de peso e aumento do colesterol.


Para o diagnóstico, é preciso fazer exames de sangue que avaliam a quantidade dos hormônios da tireoide no corpo, com TSH, T3, T4 e anticorpos tireoidianos e, nos casos positivos, deve-se repetir a análise a cada 4 ou 8 semanas durante toda a gestação para manter o controle da doença.


Dessa forma, quando a mulher apresenta hipotireoidismo, há aumento do risco de consequências e complicações para o bebê, sendo as principais:


* Alterações cardíacas;

*  Atraso no desenvolvimento mental;

*  Diminuição do quociente de inteligência, o QI;

*  Sofrimento fetal, sendo uma situação rara caracterizada pela diminuição do fornecimento de oxigênio para o bebê;

*  Baixo peso ao nascer;

* Alteração da fala.


Além disso, a mulher com diagnosticada com a doença tem maior risco de desenvolver anemia, placenta prévia, hemorragia após o parto e  parto prematuro.


O tratamento é relativamente simples, feito através da reposição hormonal com o uso diário de hormônios sintéticos que contém o hormônio T4.


Cuidar da saúde é um ato de amor a VIDA.