ENDOMETRIOSE

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A endometriose é um problema de saúde que afeta as mulheres em sua fase reprodutiva e atualmente atinge mais de seis milhões de brasileiras e nos tempos atuais, está cada vez mais em evidência.


Divulgação e diagnostico mais rápido e preciso, contribui para o aumento do número de casos, no entanto, ainda se leva muito tempo para fazer o diagnóstico – em média 6 – 8 anos – o que é muito, principalmente se a mulher apresentar dor e ainda não tiver filhos.


Mas afinal o que vem a ser endometriose?


A Endometriose e a presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina. Tecido endometrial é o que reveste a camada interna do útero e produz a menstruação. Quando atinge apenas o peritônio na maioria das vezes é leve, porém, quando atinge as trompas, ovários, intestino e bexiga são mais graves, não só pela dor e sintomas, mas pela possibilidade levar a infertilidade, através de inflamação, aderências e diminuição da qualidade dos óvulos.


A endometriose foi descrita pela primeira vez há mais de 120 anos, e sua causa ainda é desconhecida. Existem muitas teorias, porém ainda sem comprovação cientifica. Podemos citar a mutação de células do peritônio em células endometriais, menstruação retrógrada, talvez a mais conhecida, mas hoje se sabe que 90% das mulheres têm esta situação e nem todas desenvolvem endometriose. Teoria imunológica entre outra.


Os principais sintomas são a dor menstrual que e persistente e normalmente não cessa com analgésicos ou anti-inflamatório e dor na relação sexual – dispa reunia.


O diagnóstico por inúmeras vezes é demorado e difícil, porém uma boa anamnese, exame ginecológico completo, exames de imagem e de sangue podem nos ajudar a fazer o diagnóstico.


Entre os exames podemos citar o CA 125, a ultrassonografia transvaginal simples e com preparo intestinal e a ressonância magnética, porém, em muitas situações o diagnóstico definitivo só é alcançado pelo vídeo laparoscopia com biopsia e tratamento das lesões.


Hoje existe um grande arsenal de medicamentos que podemos utilizar para o tratamento dos sintomas, principalmente a dor, seja de qualquer tipo, mas nem sempre conseguimos o sucesso. Dentre os medicamentos podemos citar os anticoncepcionais, as progesteronas, o DIU de progesterona, os análogos do GNRH, os inibidores da aromatase e ainda a unha de gato.


Normalmente a vídeo laparoscopia e indicada em situações em que existe imagem de lesão endometriótica, dor intensa, alteração do Ca 125 ou fracasso dos tratamentos medicamentosos acima.


Para uma correta abordagem, devemos ter sempre em mente o quadro clínica da paciente, dor, idade, o desejo ou não de engravidar, resultado do exame físico e de imagem.


O tratamento clinico pode ser indicado, em alguns casos, antes da vídeo laparoscopia menos nos casos de endometrioma – cisto no ovário de endometriose, pois as medicações não agem neste tipo de manifestação da doença.


Em termos de prevenção o ideal e o diagnóstico precoce e seu posterior tratamento clinico ou cirúrgico. Quando se encontra cistos ovarianos de endometriose o ideal e a abordagem cirúrgica por vídeo laparoscopia quando estes apresentam três cm de diâmetro, para se evitar maiores danos no tecido ovariano.


Já quando temos uma endometriose avançada, com comprometimento ovariano e pélvico severo e com intervenções cirúrgicas previas devemos pensar em congelamento de óvulos previamente a cirurgia, para podermos contar com uma reserva caso a destruição do tecido ovariano seja acentuada.

Quando existe infertilidade devemos pensar na idade da mulher, presença de obstrução tubária, tempo de infertilidade, se o marido é fértil, e no grau de endometriose.


Quando não temos fator tubário, nem masculino e a idade da mulher está abaixo de 35 anos podemos pensar em reprodução natural ou com o auxílio de técnicas de baixa complexidade com o coito programado ou a inseminação artificial. Quando a endometriose é grave, com abordagens cirúrgicas e comprometimento tubário, técnicas de alta complexidade como a FIV/ ICSI – fertilização in vitro são necessárias e devemos tomar o cuidado de avaliar a reserva ovariana de óvulos, no entanto, não existe um consenso na literatura médica se devemos sempre realizar uma vídeo laparoscopia para tratamos a endometriose previamente ao tratamento de reprodução assistida. Acreditamos que o bom senso impera nestas situações.

Prevenção e diagnóstico precoce e fundamental. Dor na relação, cólicas fortes e dores pélvicas que não melhoram com analgésicos pode ser endometriose. Procure seu médico e faça uma avaliação.