Já ouviram falar sobre Tricomoníase?


O nome pode parecer estranho, mas é uma condição relativamente comum entre homens e mulheres.


Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima-se 170 milhões de casos da doença no mundo anualmente em pessoas entre 15 e 49 anos, com a maioria (92%) ocorrendo em mulheres.

O artigo de hoje traz detalhes importantes sobre o assunto. Confira!


A Tricomoníase é uma infecção provocada por um pequeno protozoário chamado Trichomonas vaginalis, que é transmitido durante a prática do sexo sem preservativos. Apesar do nome do bichinho (“vaginalis”), não pense que ele vive apenas no organismo das mulheres! Os homens também podem se contaminar e “passar” o parasita para outras pessoas.


Segundo a OMS, milhões de pessoas são infectadas anualmente. Esses números altos tem explicação. O problema é que a doença pode ser assintomática, ou seja, não apresentar sintomas, o que torna a sua identificação difícil.


A doença em si causa sintomas leves de vaginite nas mulheres e uretrite nos homens, como coceira, vermelhidão e inflamações, entretanto, se não for tratada, pode trazer complicações graves.

Conforme já mencionamos, nem todos os portadores apresentam sintomas. Porém, alguns sintomas característicos podem aparecer. Entre eles podemos citar:


* Irritação na região genital e períneo;

* Dor ou ardência na hora de urinar;

* Dor ou desconforto nas relações sexuais;

* Coceira na região genital;

* Corrimento de cor amarelo esverdeada, espumoso e de cheiro ruim.


Nos homens os principais sintomas são:


* Corrimento proveniente da uretra;

* Necessidade de urinar mais do que o habitual, associada a dor ou ardor;

* Irritação no pênis.


Durante a gravidez, devido às alterações fisiológicas, é normal haver um corrimento, caracterizando-se de cor branca, ácido e sem cheiro. Porém, quando se observam as seguintes características: corrimento esverdeado ou amarelado, com odor ou cheiro fétido (mau cheiro), pode-se dizer que a gestante esta infectada pelo parasita Tricomoníase e a atenção deve ser debobrada para não colocar em risco a vida da mãe e do bebê.


Felizmente, o tratamento da tricomoníase tem cura, e consiste basicamente no uso de antibióticos e, em alguns casos, tratamento tópico. Mas uma coisa é importante: A pessoa infectada deve realizar o tratamento junto com o seu parceiro.


É importante lembrar que a presença de tricomoníase aumenta a chance de transmissão do vírus HIV.


Portanto, não dê chance ao azar. Use preservativo nas relações sexuais e mantenha os exames em dia.