Existe alguma relação entre o Septo Uterino e a Infertilidade?


O útero é um dos órgãos principais do sistema reprodutor feminino e suas condições anatômicas e hormonais são essenciais para que uma mulher possa engravidar, seja de maneira natural ou por meio de um tratamento de reprodução humana.


Em média, o útero mede 7,5 cm por 5 cm e possui uma espessura de 2,5 cm. Sua cavidade é vazia e sua estrutura é formada por três camadas de tecido muscular. A maioria das mulheres apresenta útero anatomicamente normal, mas estima-se que 0,1 a 3,2% das mulheres apresentam alguma malformação uterina. Uma delas é o útero septado.


O útero septado é considerado o tipo mais comum de anomalia uterina.  É uma malformação uterina congênita, ou seja, se desenvolve ainda durante a gestação (período intrauterino).


Normalmente, com aproximadamente 9 semanas de gestação, o útero da menina é formado. Esse processo é feito pela fusão dos ductos de Muller (canais que originam as trompas uterinas, útero e os dois terços superiores da vagina). Durante esta fusão, um processo de reabsorção elimina a separação entre os dois ductos para criar uma única cavidade. Em alguns casos, essa absorção é incompleta, o que gera uma membrana fina chamada de septo.


As principais consequências do útero septado são dificuldade para engravidar e abortos frequentes.


Em geral, o útero septado não provoca sintomas, e só é descoberto durante exames de rotina ou quando a mulher apresenta dificuldade para engravidar, tendo constantes abortos espontâneos.


Geralmente as malformações uterinas não impedem a gravidez, mas podem dificultar a evolução da gestação pela falta de espaço adequado para o desenvolvimento fetal, e até mesmo levar a interrupções.


O tratamento pode ser realizado por intervenção cirúrgica ou métodos de Reprodução Assistida.


Intervenção cirúrgica


O objetivo é retirar a parede que divide o útero. A cirurgia é realizada por meio de uma histeroscopia cirúrgica com duração de 50 minutos e a paciente tem alta no mesmo dia.


Reprodução assistida


Se a mulher continuar com dificuldade para engravidar após a cirurgia, a reprodução assistida pode auxiliar através da FIV (fertilização in vitro) que oferece a possibilidade de coletar os folículos diretamente dos ovários e promover a fecundação em laboratório.


Mulher que se ama é mulher que se cuida!