ANOMALIAS CONGÊNITAS

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O útero possui um papel importante no processo reprodutivo.
 

É ele que ajuda os espermatozoides no longo caminho até o encontro com o óvulo para ocorrer à fertilização.


Formado o embrião, este migrará até a cavidade uterina para se implantar no endométrio, tecido que reveste a cavidade uterina, este fenômeno se chama implantação ou nidação.


As malformações uterinas são raras e acomete entre 0,1 a 2 % da população feminina.
Geralmente o diagnóstico é tardio, vindo ocorrer na fase reprodutiva da mulher. Muitas dessas pacientes se queixam de ausência de menstruação, dificuldade de engravidar ou aborto de repetição.


A maioria das anomalias uterinas resultam de um defeito no desenvolvimento ou fusão dos ductos de Muller emparelhados durante a embriogênese.


As anomalias uterinas são classificadas pela Sociedade Americana de Fertilidade em:

  • Útero Septado

 

Anomalia estrutural uterina mais comum.
Acomete 1,8 % das mulheres em geral, porém sua incidência duplica nas pacientes com aborto de repetição.
O septo uterino tem origem num defeito de reabsorção do tecido existente entre as duas cavidades uterinas.
A falha de reabsorção pode ser parcial ou completa, dividindo a cavidade uterina e a cavidade cervical em duas partes.

  • Útero Bicorno

 

O corpo do útero não desenvolve corretamente e se divide em dois.

  • Útero Didelfo

 

O útero tem sua cavidade uterina dividida em duas partes, possuindo dois úteros distintos, que são separados por um septo longo que chega até o cérvix (colo). O septo ainda pode alcançar a metade ou 1 terço longitudinal da cavidade uterina.
Sua incidência é bastante rara ,afetando 10 mulheres em 20 mil.

  • Útero Unicorno

 

Ausência de desenvolvimento de um dos cornos uterinos. O útero tem apenas a metade do tamanho e existe apenas uma trompa uterina. Essa malformação é bastante rara.

As anomalias uterinas estão associadas com infertilidade, abortamento de repetição, trabalho de parto prematuro, apresentação fetal anormal, descolamento prematuro de placenta e retardo de crescimento intra uterino.

Diagnóstico

  • Histerossalpingografia
     

Este exame faz parte da propedêutica inicial para investigação da infertilidade, ele é um excelente método para fazer diagnóstico de mal formações uterinas, porém existe uma dificuldade de diagnosticar na histerossalpingografia útero bicorne de útero septado.

  • Ultra-sonografia pélvica Transvaginal tridimensional
     

Método não invasivo, com excelente diagnóstico, onde o equipamento consegue formar uma imagem 3D ou 4D.

  • Histeroscopia


Método pouco invasivo, que obtém uma visão direta da cavidade uterina. Este método pode fazer o diagnóstico e ao mesmo tempo o tratamento ,em caso de útero septado.

  • Ressonância Magnética

 

Excelente método de visualização das estruturas pélvicas, que juntamente com outros métodos diagnósticos auxilia a visualização do tipo de anomalia existente

  • Histerossonografia


É uma variação do exame de Ultrasson Transvaginal, no qual é inserida uma solução fisiológica com cateter no interior da cavidade uterina, facilitando o médico a visualizar a cavidade uterina e identificando as mal formações uterinas.

  • Tratamento

O tratamento cirúrgico através da histeroscopia está reservado para pacientes com útero septado. É realizado septoplastia por histeroscopia.


Após a septoplastia, ocorre um aumento nas taxas de gravidez e diminuição do risco de abortamento. Estima-se que 39 % das mulheres inférteis que submeteram a cirurgia engravidam e 60 % das mulheres com aborto de repetição conseguem ter pelo menos um filho.

Progerar - Clínica de Reprodução Humana