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Câncer de Ovário


A morte da atriz Eva Wilma, vitima de complicações de um câncer no ovário trouxe a tona um assunto muito importante e que merece atenção.


Considerado o mais letal e silencioso dos tumores ginecológicos, os casos de câncer de ovário têm uma projeção preocupante. Segundo os dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima-se que, para cada ano do triênio 2020/2022, sejam diagnosticados no Brasil 6.650 novos casos de câncer de ovário, com um risco estimado de 6,18 casos a cada 100 mil mulheres.


Com difícil diagnóstico, esse tipo de câncer não possui uma causa aparente e pode se manifestar em qualquer idade, atingindo principalmente mulheres acima de 60 anos. Além da idade, os principais fatores de risco incluem infertilidade, início precoce da menstruação, fatores genéticos, menopausa tardia, obesidade e tabagismo.


A maioria das mulheres não apresenta sintomas até a doença atingir um estágio avançado. Porém, a medida que o tumor cresce, pode causar pressão, dor ou inchaço no abdômen, pelve, costas ou pernas; náusea, indigestão, gases, prisão de ventre ou diarreia e cansaço constante.


Em casos de suspeita, será feita uma avaliação por meio do exame pélvico e a complementação com o ultrassom transvaginal e exame de sangue do marcador CA-125.


A doença pode ser tratada com cirurgia ou quimioterapia. A escolha vai depender, principalmente, do tipo histológico do tumor, do estadiamento (extensão da doença), da idade e das condições clínicas da paciente.


É muito importante ressaltar que o diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso no tratamento. A taxa de sobrevida em casos de câncer é medida em 5 anos, ou seja, ela indica a porcentagem de pacientes que vivem pelo menos 5 anos após o diagnóstico da doença.


No caso do câncer de ovário, quando descoberto na fase inicial, a taxa de sobrevida chega a 90% das pacientes. Nos estágios mais avançados, o índice cai para menos de 50%.


Mantenha seus exames em dia e cuide-se!

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